Blogue de informação e reflexão sobre temas ambientais. Desde Janeiro 2004, porque só os peixes mortos seguem com a corrente.
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Domingo, 5 de Agosto de 2007
Porque não se discute o preço da água?



Barrinha de Esmoriz-Lagoa de Paramos. Este é o aspecto do famigerado dique fusível já várias vezes recauchutado após desmantelamentos por acção de marés vivas. É ele que impede as águas mal cheirosas e conspurcadas que desaguam à direita da foto, de seguirem para sul, para as praias de Esmoriz, Cortegaça, Maceda e Furadouro, para além da baía de retenção vista à esquerda da foto. Este fim de semana houve torneio de skimboard em Esmoriz. Sol só houve depois das 14 horas porque o nevoeiro cerrado reinou na zona. Como o mar esteve calmo e não houve quase vento nenhum, o torneio deve ter decorrido às mil maravilhas.


  • Terminou a consulta pública ao Calendário e Programa de Trabalhos para a Elaboração dos Planos de Gestão de Região Hidrográfica, ao abrigo das exigências da Directiva-Quadro da Água em relação à participação pública. Para a LPN, o aumento do preço da água é uma das medidas mais importantes no âmbito da implementação da DQA, que visa promover um uso mais eficiente e a redução dos consumos nos maiores utilizadores, no entanto, sobre esta matéria pouco se discute na praça pública. Questões tão importantes como a definição das normas de qualidade da água, a definição do regime económico e financeiro ou as normas para os empreendimentos de fins múltiplos têm sido mantidas num secretismo quase absoluto até à sua publicação, sem que o envolvimento activo dos interessados seja promovido. No que diz respeito ao diploma para a definição do regime económico e financeiro, teve lugar um consulta restrita a alguns actores interessados, sem que o resultado da ponderação seja do conhecimento público. Entre as questões mais prementes que deverão vir a público, contam-se as seguintes: (1) Porque é que os aumentos previstos no preço da água penalizam mais o consumo doméstico do que outros sectores de utilização com maiores consumos e/ou maiores perdas e/ou impactos ambientais, como é o caso da produção de energia hidroeléctrica e o regadio agrícola intensivo? (2) Porque é que não se penalizam os utilizadores e entidades gestoras que registam as perdas mais elevadas e maior ineficiência, numa altura em que a seca e a escassez de água são temas prioritários da Presidência Portuguesa? (3) Porque é se volta a falar numa possível privatização da Águas de Portugal, na mesma altura em que se anunciam aumentos significativos do preço da água, unicamente para o consumidor doméstico? Tendo em conta os anúncios sucessivos do aumento do preço da água para consumo humano pelo Ministro do Ambiente, o último dos quais a propósito do retomar das obras de construção da barragem de Odelouca, a LPN apela à sua discussão de uma forma alargada antes da sua aprovação e publicação, visto que tocam os interesses directos da população portuguesa.
Ambiente
Publicado por OLima às 00:28
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1 comentário:
De OLima a 6 de Agosto de 2007 às 11:44
Ver o comentário do Kaska e Deskaska, aqui:
http://kaskaedeskaska.blogs.sapo.pt/280306.html

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