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Quinta-feira, 19 de Julho de 2007
9 meses para analisar lamas!

Boston.

Publicado por OLima às 15:49
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6 comentários:
De osvaldolucas a 19 de Julho de 2007 às 16:24
Recifes artificiais.
Porque é que não aproveitam e colocam como recifes N carcaças de carros perdidos pelas sucatas deste país? Bem sei que assim seria mais difícil gastar cimento...
Esqueceram-se, aparentemente, de proibir a pesca na zona onde ficarem implantados os refices, ou seja creio que seria melhor funcionarem como zona de irradiação do que como zona de pesca...
De OLima a 19 de Julho de 2007 às 16:33
Osvaldo, explique melhor essa de carcacas de carros a servir de recifes. Ha exemplos de sucesso nessa pratica? Nao ha contaminacao das aguas aquando da deterioracao dos metais?
De osvaldolucas a 19 de Julho de 2007 às 16:46
Bom, a 2ª Guerra Mundial foi pródiga em criar recifes artificiais... além dos navios que tiveram acidentes naturais...
Estão feitas algumas experiências com molhos de pneus mas nem todas com sucesso, não sei porquê.

Quanto aos metais em si, não vejo quaisquer problemas. Não conheço nenhuma solução com mais sais metálico do que o mar... mas admito que, caso seja alguns problemas com crómio ou outro metal "pesado" os pára-choques devam ser removidos. O ferro/aço é absolutamente inócuo.
Duvido também que restos de óleos, valvulinas, etc que existam dentro dos motores possam ter, devido às quantidadse em si, possam ser particularmente gravosos, mas podia-se sempre proceder à remoção possível.

Algures nas costas americanas (no Atlântico, creio) carruagens ferroviárias em final de vida são recicladas como recifes.

Em Portugal, fazem-se pés de galos e gaiolas em betão... dá sempre jeito às cimenteiras...
De OLima a 20 de Julho de 2007 às 00:20
Realmente os tetrapodes tem toneladas de cimento para nao falar na estrutura em ferro la por dentro. Os pneus sao optimos para fazer muros e paredes, mas se forem mergulhados ter-se-a de retirar toda a malha de aco que eles tem. Quanto a carros custa-me a aceitar, pois tem tanta substancia quimica, q comecar pela tinta...
De osvaldolucas a 20 de Julho de 2007 às 21:56
Sim, a tinta pode ser um problema. Mas não sei exactamente qual a sua composição química.
Uma coisa é certa. É inflamável, logo poderia ser queimada antes de ser colocado a carcaça no mar.
Pois e as dioxinas e mais não sei o quê? Não sei, mas amontoados de carros ao lado das nossas estradas não me parece ser, de todo, a melhor solução.

Um dia enviei um mail ao IPIMAR sobre esta eventual alternativa aos recifes de cimento que estão/foram colocados ao largo do Algarve, mas não se dignaram dar uma resposta. A questão deve ser absolutamente estúpida...
De osvaldolucas a 19 de Julho de 2007 às 16:38
"as análises demorarem nove meses a ser efectuadas, apesar das repetidas insistências da Câmara, o que é inadmissível e causa o descrédito de toda a administração pública, do nível central, ao regional e local"

Interessante:
1º As análises nunca demoraram nove meses a ser efectuadas. Dúvido muito que sejam precisas mais de duas semanas, mesmo para análises complexas.
2º A autarquia podia, de sua iniciativa, mandar fazer as análises, mesmo que não fosse a um laboratório acreditado, e ficar à espera das "acreditadas".
3º A própria autarquia admite que há falhas em toda a linha, LOCAL, regional e central. A culpa parece morrer solteira.
4º Em princípio as lamas já deveriam estar analisadas ANTES de saírem da estação de tratamento... mas já não posso garantir que os procedimentos legais/burocráticos para a sua deposição tenham sido observados.

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