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5 ideias falsas sobre as "podas" radicais ou rolagens. Com a devida vénia, reproduzo excerto de um texto do Dr. Francisco Coimbra (Vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Arboricultura e Consultor em Arboricultura Ornamental) citado pela Manuela Ramos do Dias Com Árvores: É frequente ouvirmos dizer que as "podas" radicais, ou "rolagens", rejuvenescem e fortalecem as árvores, ou que são a única forma económica de controlar a sua altura e perigosidade, quando, na verdade, devia dizer-se de uma poda o mesmo que de um árbitro: tanto melhor quanto menos se der por ela! 1. A poda drástica rejuvenesce a árvore? - NÃO! O facto de, após uma operação traumática, as árvores apresentarem uma rebentação intensa - como tentativa "desesperada" de repor a copa inicial - não significa rejuvenescimento, mas sim um "canto-de-cisne", à custa da delapidação das suas reservas energéticas. 2. Fortalece-a? - NÃO, a poda radical é um acto traumatizante e debilitante, uma porta aberta às enfermidades. 3. Torna-a menos perigosa? - NÃO, estas "podas" induzem a formação, nos bordos das zonas de corte, de rebentos de grande fragilidade mecânica, pois têm uma inserção anormal e superficial no tronco. 4. É a única forma de a controlar em altura? - NÃO, a quebra da hierarquia -que estava estabelecida entre os ramos naturalmente formados - permite o desenvolvimento de novos ramos de forte crescimento vertical, mas agora de uma forma desorganizada e muito mais densa! 5. É mais barata? - NÃO, se a gestão do património arbóreo for pensada a médio e longo prazo! Vem isto a propósito da referência do Dias Com Árvores à minha posta de 26 de Janeiro. A "poda" radical de 4 árvores no recreio de uma Escola Secundária em Espinho foi tema de intervenção de um vogal da Assembleia Municipal que, na última reunião, invectivou o presidente da edilidade sobre a forma de podar árvores. José Mota foi peremptório: "Na Câmara Municipal de Espinho existem pessoas qualificadas para saberem a forma mais adequada como se fazer a respectiva poda das árvores. Mas se não concorda com ela, posso colocá-lo em contacto com os responsáveis por essa área (in Maré Viva de 2 de Fevereiro de 2006, p. 5)
