Blogue de informação e reflexão sobre temas ambientais. Desde Janeiro 2004, porque só os peixes mortos seguem com a corrente.
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Segunda-feira, 28 de Maio de 2007
Fecho da Barrinha pode ter eliminado ninhadas de borrelhos e outras espécies

Barrinha de Esmoriz/Lagoa de Paramos. Na manhã de Sábado, 26 de Maio, era este o seu aspecto, com um dique artificial a fechá-la e a fazer subir consideravelmente o nível das águas no seu interior. Independentemente do objectivo do seu fecho abusivo, – que alguns pensam ser para impedir que as águas porcas da barrinha ponham em risco os resultados das análises de água do mar que Ovar quer usar para conseguir obter bandeira azul para Esmoriz e Furadouro - , é mais que certa a submersão e destruição de muita ninhada de borrelhos.

Aliás neste mesmo local ilustrado pela fotografia, tinha sido localizado um ninho deles durante uma operação de limpeza levada a cabo na manhã do 1º de Maio.


Na mesma manhã de Sábado, 26 de Maio, a pista do aeródromo de Paramos, prolongada à socapa e acabadinha de vedar com verbas governamentais, era palco de sessão de treino de cão de caça, com o respectivo dono a treiná-lo com tiros de pólvora seca. Esta gente parece ter ensandecido.

 

O projecto Marine, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, pretende catalogar as causas de acidentes no mar, conhecer a dinâmica dos oceanos, bem como as questões operacionais, como o tráfego marítimo e as actividades humanas junto das costas.


Acerca das obras de "requalificação" do Covão d'Ametade, a Plataforma pelo Desenvolvimento Sustentável na Serra da Estrela diz: (1) os barbeques encorajam a feitura de fogo numa zona onde as consequências de um incêndio seriam terríveis, (2) a localização dispersa destas estruturas vai levar a uma multiplicação de trajectos usados pelos visitantes, com degradação do coberto herbáceo, (3) o transporte das pesadas placas de granito até aos locais de instalação dos grelhadores exigiu o uso de máquinas pesadas, com rodados agressores, que deixaram marcas profundas e extensas no coberto herbáceo e ainda no leito e nas margens do Zêzere, no local onde se fez o seu atravessamento. Tudo coisas feitas, segundo os promotores, na melhor das intenções mas com resultados mais do que duvidosos no ambiente.

Via Cântaro Zangado.


Em Caminha, o Forte da Ínsua vai acolher o Centro de Estudos de Recursos e Animação do Mar e dos Rios.

Ambiente
Publicado por OLima às 00:50
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2 comentários:
De OLima a 29 de Maio de 2007 às 00:50
O Kaskaedeskaska
http://kaskaedeskaska.blogs.sapo.pt/257470.html
fez uma boa referência a este caso. Bem haja. Quantos mais formos a denunciar estas situações, melhor. Áugua mole em pedra dura...
De OLima a 31 de Maio de 2007 às 00:43
O dique rompeu-se com marés fortes de 28 de Maio.

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