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Trabalhos na foz da Barrinha geram protesto. O presidente da Junta de Esmoriz, Alcides Neves, lamenta não ter sido informado das operações em curso, mas diz ter apurado que estão a ser colocados sacos de tela, fibra e material isolante por baixo dos sacos brancos de areia, tudo materiais não biodegradáveis, em substituição do cordão natural de areia. Lamenta também que nada de substancial tenha sido feito para resolver definitivamente o problema da poluição daquele ecossistema e que, por isso, prevê grandes prejuízos para os comerciantes durante a próxima época balnear. O autarca recorda que o sistema do dique fusível custou ao erário público cerca de 200 mil euros e nunca chegou a funcionar em pleno, acabando por se desagregar com as investidas do mar. Neste momento funciona sem os elementos base do projecto, uma vez que foram retirados os tubos que tinham a missão de deixar correr para o mar a água da Barrinha sempre que esta atingisse o limite previsto da sua capacidade. E sugere uma parceira púbico-privada para a despoluição e tratamento dos efluentes que vão ter à Barrinha. Com que então, este autarca quer uma parceria público-privada. Para ele o estado já deu o que tinha a dar. Para ele, a Europa também já terá dado tudo o que tinha a dar através das famigeradas verbas em devido tempo disponibilizadas para a instalação de ETARs nas unidades industriais. Das três uma: ou este autarca expressou-se mal, - porque parceria público-privada teria existido se os senhores industriais e empreendedores tivessem aplicado as verbas europeias em ETARs e não noutras coisas que cá sabemos -, ou este autarca terá sido mal interpretado, ou ainda este autarca terá querido fazer protagonismo. Apesar de tudo, a acção e a atitude deste autarca tem sido muito mais positiva do que a dos seus homólogos vizinhos, que para a solução deste problema têm feito muito pouco ou nada.
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