Blogue de informação e reflexão sobre temas ambientais. Desde Janeiro 2004, porque só os peixes mortos seguem com a corrente.
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Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2005
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Um ano de desastres nada naturais. No espaço de um ano, tempestades e cheias brutais mataram mais de 300.000 pessoas e causaram prejuízos de cerca de 100 biliões de dólares. Embora a maioria diga, por descargo de consciência, que tudo foi fruto do acaso e dos caprichos da natureza e dos deuses, o certo é que cada vez mais cientistas, apoiados nos dados fornecidos através das novas tecnologias, fazem questão de dizer que há mão do homem nas alterações climáticas verificadas nos últimos tempos. Nas praias de Andaman, nas montanhas de Kashmir, no delta do Mississipi, as autoridades negligenciaram o respeito pelas regras básicas do desenvolvimento sustentável. Essas regras são muito simples, como por exemplo não construir nem colonizar em zonas de risco, manter o crescimento demográfico nos limites do razoável, garantir padrões de segurança na construção e instalar redes de alerta para eventuais desastres. O tsunami de 26 de Dezembro matou 220.000 pessoas porque o desenvolvimento desenfreado ao longo da costa do Índico fez implantar complexos hoteleiros em zonas onde outrora os mangais reinavam e protegiam a costa da erosão e absorviam eficazmente a fúria dos elementos. O terramoto de Kashmir (8 Outubro) matou 73.000 no Paquistão e 1.400 na Índia porque as normas de construção nunca foram respeitadas nem havia rede de alerta num zona que todos sabem que é sísmica. O Katrina (29 Agosto) semeou a desgraça e a destruição porque New Orleans foi sendo construída abaixo do nível do mar e ocupando zonas húmidas, óptimas almofadas contra a fúria das tempestades. Serão precisas muito mais e maiores calamidades para nos convencermos que temos de mudar o nosso estilo de vida?
Publicado por OLima às 00:14
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