Blogue de informação e reflexão sobre temas ambientais. Desde Janeiro 2004, porque só os peixes mortos seguem com a corrente.
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Quinta-feira, 10 de Julho de 2008
Vem aí o carro eléctrico

Durante muito anos o trólei foi um meio de transporte público eficiente e silencioso. Nos anos 80 foi retirado e substituído pelo autocarro ruidoso e mal cheiroso, para não dizer visivelmente poluente. Sabemos muito bem quem ganhou e quem perdeu com essa mudança. Teremos que esperar muito para a roda da história trazer de volta transportes públicos eléctricos, e, pelo menos, silenciosos?

  • Os futuros carros eléctricos poderão pagar 30% do actual imposto automóvel, anunciou José Sócrates na cerimónia de assinatura de um memorando entre o Governo e a Renault-Nissan para a comercialização em Portugal de um veículo eléctrico a partir de 2011. A EDA, a Galp, a Efacec, a Martifer, a Sonae e a Jerónimo Martins participam no projecto. Sabe-se que a Renault lançou, há pouco tempo, discretamente, um carro deste tipo em Israel. Aqui em Portugal, ainda nem a procissão vai no adro e já se apregoam milagres tecnológicos e económicos. E mentiras à mistura, como aquela do carro eléctrico não poluir. Então de onde vem a energia que é inserida nas suas baterias? Porque anda Sócrates tão ansioso? Será que ainda vamos vê-lo distribuir carros eléctricos como tem feito com os portáteis? E se ele, em vez de promover o automóvel particular, promovesse o transporte público, a electricidade, não faria melhor? Que saudades tenho dos tróleis do Porto, carago!
  • A Quercus quer revisão da meta portuguesa de 10% de biocombustíveis no sector dos transportes para 2010, reforçando o recente voto, nesse sentido, expresso pelo Comité do Ambiente do Parlamento Europeu, que avançou com uma meta de 4% relativa à incorporação de biocombustíveis em 2015, sendo que para 2020 o objectivo é alcançar uma taxa entre os 8 e 10%.
  • Ambientalistas espanhóis procuram em Portugal ajuda para travar refinaria na província de Badajoz, na bacia do Guadiana. Cristina Narbona, ex ministra espanhola do Ambiente,  opunha-se a esta refinaria porque “a refinação do petróleo exige lavar o produto inicial para lhe retirar os sais misturados com o carburante bruto”. E isso não está garantido da parte do promotor do projecto, o grupo industrial do empresário Alfonso Gallardo, receando-se que as águas residuais “tenham uma enorme quantidade de sais e outros contaminantes” que prejudicarão a qualidade da água do Guadiana, “já bastante afectada pelos problemas de seca e de não cumprimento de caudais mínimos”.
Publicado por OLima às 00:06
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3 comentários:
De AndréV a 11 de Julho de 2008 às 13:59
pelos vistos o governo transmitiu informaçoes errados ao PM. afinal os carros electricos estão isentos de quaisquer impostos. veja: http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=967123
De José Manuel de Aguiar a 5 de Agosto de 2008 às 21:17
Se vingarem os transportes electricos como é que os governos vão tributar os combustíveis?

Vão aumentar a luz de tal maneira que não possamos ter os frigoríficos ligados?



De OLima a 5 de Agosto de 2008 às 23:30
Talvez sejam tributados como agora o são os movidos a combustíveis fósseis, só que haverá melhorias, julgo eu. Menos ruído, no m+inimo.

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