Segunda-feira, 13 de Agosto de 2007
Lamas de ETARs revoltam vizinhos
Espinho, rua 23, entre as ruas 2 e 4. Em pleno coração turístico de Espinho, os restaurantes e alguns vizinhos cuidam do lixo desta maneira.
- Em Ponte de Lima, o despejo de lamas de ETARs no Monte de Formigoso, em Cabração, está a revoltar os vizinhos. A autarca local, Maria de Fátima Lopes, garante que os trabalhos que decorrem no espaço natural cumprem a legislação em vigor, afirmando tratar-se de uma experiência-piloto com vista à reflorestação daquela área. Acrescenta que o projecto ainda não foi explicado à população porque se corria o risco de se perder uma oportunidade que é do interesse da freguesia. Se realmente o projecto é bom para a natureza e para as pessoas, então por que é que estava no segredo dos deuses?
- A Câmara de Guimarães quer ampliar a pista de cicloturismo criada na antiga linha férrea que ligava a Fafe. Quando é que os autarcas deixam de encarar as ciclovias como espaços de usufruto sasonal e de aventura e recreio e passam a encará-los como necessidade diária de mobilidade das pessoas? Esta pergunta estende-se, como é óbvio, a todos os autarcas do país.
- Metade do que ardeu este ano era área protegida, diz o Sistema de Informação Europeu sobre Fogos Florestais. Comparado com o resto da Europa, o comportamento português no combate a fogos florestais foi o menos eficiente no que diz respeito à salvaguarda das áreas protegidas.
- Em Vila do Bispo, uma avaria na bomba da estação elevatória que serve a praia da Salema provocou a descarga de esgotos não tratados numa ribeira e no areal. A mancha de poluição só não foi maior devido à intervenção do nadador salvador de serviço. Lima da Costa apercebeu-se do mau cheiro das águas que corriam na ribeira seca e juntou areia, fazendo uma lagoa de retenção, impedindo que o efluente chegasse ao areal. O presidente da Câmara de Vila do Bispo, Gilberto Viegas, já veio dizer que "estes problemas nada têm a ver com a autarquia, pois a rede de águas e saneamento está entregue à empresa Águas do Algarve. A verdade é que agora temos mais problemas do que quando essa rede era gerida pelos serviços municipais." Até parece que o autarca e a sua equipa, suportada pela respectiva Assembleia Municipal, todos eleitos em sufrágio universal, nada tiveram a ver com a privatização das águas e esgotos do município a seu cargo. Até parece que o negócio foi feito a contra gosto. É preciso ter lata! Além de incompetente – as águas e os esgotos foram privatizados porque assim o quis o executivo camarário e a Assembleia Municipal -, quer fazer-se passar por inocente. Ide-vos encher de moscas!