Sábado, 19 de Dezembro de 2009
A montanha pariu um rato

Espinho, zona conhecida por Marinha, em Silvalde. Única pré-fabricada que sobrevive de um bairro instalado há cerca de 30 anos. (Foto tirada em 12 Dezembro 2009)
- Os países da Aliança Bolivariana para as Américas (Venezuela, Cuba, Nicarágua, Dominica, Honduras, Equador, Antigua e Barbuda e São Vicente e Granadinas) abandonaram a cimeira de Copenhagem recusando assinar qualquer documento. Tudo contra, segundo Hugo Chavez, o assédio das economias capitalistas da Europa e dos EUA. Dizem aqueles países que foi o capitalismo que provocou o dito aquecimento global e que foram os países capitalistas que mais lucraram com a industrialização, que foram eles que transformaram a Natureza numa mercadoria. Por isso, os 100 mil milhões de dólares anuais de ajuda são ridículos, até parece que são para os comprar. “O que eles querem não é mudar o modelo, é manter o domínio económico”, acrescenta o ministro dos Negócios Estrangeiros da Nicarágua. EDIE. Lumumba Di-Aping, lider do G77, rejeitou o documento de forma muito veemente: "Este acordo viola a tradição das Nações Unidas de que um acordo não pode ser imposto. Este acordo colocou os pobres numa situação pior. O Sudão nunca assinará um tratado que vai destruir África". Minc, ministro do Ambiente do Brasil, não teve papas na língua: ""O resultado foi um dos dias mais tristes da minha vida", e a sua antecessora Marina Silva não lhe ficou atrás: “Nunca vi uma situação tão desamparadora. Os homens mais importantes do planeta saindo dali e nos deixando com a sensação de total desamparo e impotência". Entretanto, os EUA conseguiam convencer a Europa a apoiar um acordo que tinham obtido com a Índia, o Brasil e a África do Sul. Tudo muito aquém das expectativas, uma desilusão total, como fez questão de salientar Joss Garman, da Greenpeace, citado pelo Guardian: "O documento final é tão fraco que não faz sentido. Parece mais um comunicado do G8 do que o acordo de que precisávamos. Nem sequer inclui objectivos e calendarização. É difícil imaginar a cara com que os nossos políticos vão apresentá-lo ao mundo e mantê-la séria". Por isso, muitos representantes de ONGSs consideraram que o que saiu desta cimeira foi "um acordo da propaganda sobre a substância". Mais pormenores, no El País.
- 11 países europeus, entre os quais Portugal, ratificaram em Nova Iorque um acordo para a promoção da gestão sustentável de florestas e do comércio legal de madeira tropical. UN.
- Um trimaran que emite uma música estranha está a ser utilizado pela Sea Shepherd Conservation Society para afastar a frota baleeira do Japão das águas do Antárctico. Reuters/MSNBC.
Caro Octávio, abraço . Saudações ao ONDAS por mais um ano de luta ambiental. Votos de um Natal Sustentável e de um Ano Novo mais Verde.
São os votos do blogue a-sul
De André Duarte a 22 de Dezembro de 2009 às 01:05
Antes de mais, os meus parabéns pela linda foto!
Mais parece uma casa de praia no Algarve do que um pré-fabricado, num antigo bairro de Barracos, numa das zonas mais degradadas de Espinho.
Todos os restantes foram demolidos há cerca de 2 anos, com o realojamento das respectivas famílias.
Excepto esta que, simplesmente, recusou a um fogo no Complexo de Paramos!
Assim, ficamos com o pré-fabricado no local, mas também com uma maravilhosa foto!!!
De
OLima a 22 de Dezembro de 2009 às 21:59
Não percebo como há gente que prefere viver nestas condições quando o Estado, a Autarquia, com os nossos impostos, constrói habitações e lhes disponibilizada alojamento. Será tudo uma questão de mentalidades e de culturas?
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